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Relatos de quem passou por isso

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Relatos publicados

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  • Relato ilustrativo

    “Espalhamos as cinzas do meu pai no mar, na praia onde ele pescava todo domingo. Foi a coisa mais certa que a gente fez. Naquele dia não teve choro de desespero, teve um sossego meio estranho, como se ele tivesse voltado pro lugar que gostava. Cada um da família jogou uma parte. Se for um lugar com sentido pra vocês, eu recomendo.”

    — Cláudia · Florianópolis, SC
  • Relato ilustrativo

    “Já deixei tudo escrito e reconhecido em cartório que quero ser cremado. Não é mórbido não, é o contrário disso. Vi meus irmãos se estranharem feio quando meu pai morreu porque ninguém sabia o que ele queria. Não quero esse fardo pros meus filhos. Resolvi em vida e durmo bem melhor.”

    — Anônimo · Porto Alegre, RS
  • Relato ilustrativo

    “Sei que pra muita gente é bobagem, mas perder meu cachorro foi uma das dores mais fortes que já passei. Ele tinha 14 anos, atravessou comigo a vida adulta inteira. Escolhi cremação individual justamente pra ter certeza de que as cinzas eram dele, só dele. Hoje ficam numa urninha do lado da cama. Quem nunca teve um bicho assim talvez não entenda, e tá tudo certo.”

    — Letícia · Curitiba, PR
  • Relato ilustrativo

    “Sou aposentado, vivo do mínimo. Quando minha esposa faleceu eu não tinha como bancar jazigo, manutenção, essas contas que vão pesando o ano inteiro. A cremação coube no meu orçamento e mesmo assim deu pra fazer um velório bonito, do jeito que ela merecia. Pra quem tem pouco, foi o que deu pra fazer com dignidade. Não tenho vergonha de dizer isso.”

    — João Batista · Campinas, SP
  • Relato ilustrativo

    “Meu marido era evangélico e deixou claro que queria ser cremado. Na hora, parte da família dele foi contra, disseram que era pecado, que eu tava desrespeitando a memória dele. Foi pesado, briguei com gente que amo. Mas a vontade era dele, não minha, e eu cumpri. Até hoje tem quem não me cumprimenta direito por causa disso. Não me arrependo, mas doeu.”

    — Anônimo · Recife, PE
  • Relato ilustrativo

    “Confesso que minha maior dúvida era a parte da religião. Sou católico, cresci achando que cremar era proibido, coisa de quem não tinha fé. Sentei com o padre da minha paróquia e ele me explicou com calma que a Igreja aceita faz tempo, desde que as cinzas fiquem num lugar digno. Foi um peso que saiu das costas. Acho que muita gente deixa de fazer só por não perguntar.”

    — Marcelo · Juiz de Fora, MG
  • Relato ilustrativo

    “Minha mãe falou uma vez só sobre isso, no hospital, que não queria ser enterrada. Na hora ninguém deu muita bola. Quando ela se foi, lembrei daquela frase e segurei a decisão quase sozinha — meus irmãos não estavam de acordo no começo. Hoje sei que fiz o que ela pediu. Guardo as cinzas dela numa caixinha de madeira que era lá da casa da minha avó.”

    — Sônia · São Bernardo do Campo, SP